Nos últimos anos, o trabalho remoto ganhou destaque no panorama laboral, a nível global. Com inúmeras vantagens, há cada vez mais pessoas interessadas em trabalhar neste regime e muitas empresas têm aproveitado esta tendência para se reinventarem, oferecerem melhores condições de trabalho e encontrarem talento, sem limites geográficos. Neste artigo, vais poder descobrir como podes começar a trabalhar remotamente.
Desde a flexibilidade de horários, a possibilidade de evitar deslocações e até melhores condições salariais – se estiveres a considerar trabalhar para empresas estrangeiras -, trabalhar remotamente representa uma maior liberdade financeira, geográfica e de tempo.
Haverá coisa melhor do que poder ganhar um salário internacional e continuar a viver neste cantinho à beira-mar plantado? Ou libertarmo-nos da dependência das grandes cidades para criar uma carreira? Ou, simplesmente, não ficarmos presas durante horas intermináveis no trânsito, prejudicando a nossa saúde mental?
Se gostarias de começar a trabalhar remotamente, mas não sabes por onde começar, este pequeno guia foi feito para ti!
Descobre que profissões existem e as suas funções
O primeiro passo para trabalhar remotamente é perceber se a profissão que exercemos permite esse regime. Eu costumo dizer: se conseguiste fazer o teu trabalho em casa, durante o confinamento, provavelmente a tua profissão pode ser exercida remotamente.
E se não o permitir ou não houver muitas vagas, é apenas uma questão de averiguar que outras profissões existem para as quais podemos ter competências transferíveis ou simplesmente fazer formação para uma transição de carreira.
Uma simples pesquisa no Google pode ajudar, mas também pode assoberbar-te. Por isso, criei uma lista de mais de 100 profissões que podes fazer remotamente, as suas funções e responsabilidades, bem como recursos onde podes aprender mais ou fazer formação.
Ao pesquisar sobre as profissões que podem ser exercidas remotamente, é importante considerar não apenas as áreas tradicionais, como marketing digital, programação ou design gráfico, mas também explorar novas oportunidades que surgiram com o avanço da tecnologia e das tendências de mercado. Por exemplo, a gestão de comunidades online, consultoria de negócios digitais e assistência virtual, entre outras, são áreas em crescimento.

Analisa a tua experiência e competências
Após saberes que profissão queres exercer, deves analisar a tua situação:
- Vais continuar a exercer a tua profissão atual e apenas fazer a transição para um regime 100% remoto?
- Vais mudar para uma profissão para a qual já tens as competências necessárias, mas que é ligeiramente diferente daquilo que fazes atualmente?
- Vais mudar para uma profissão completamente diferente, para a qual não tens experiência nem formação?
Qualquer um dos cenários – e muitos outros – são válidos. Apenas exigirão diferentes abordagens, umas mais exigentes do que outras. Mas vamos falar disso mais à frente.
Tipos de competências
Competências técnicas (hard skills)
As competências técnicas, também conhecidas como hard skills, referem-se ao domínio de conhecimento técnico, ferramentas, metodologias ou processos necessários para determinada função. São competências específicas e mensuráveis, que podem ser adquiridas através da educação, formação e experiência prática.
Podem ser linguagens de programação, utilização de softwares específicos ou aplicação de técnicas específicas à função.
Competências interpessoais (soft skills)
As competências interpessoais, ou soft skills, estão relacionadas com características pessoais que vão influenciar a forma como te relacionas com o trabalho e os teus colegas. São extremamente importantes para avaliar se te irias integrar facilmente na equipa, se estás alinhada com a cultura de trabalho da empresa e/ou se serias capaz de fazer parte de um determinado projeto.
Alguns exemplos de soft skills são:
- Adaptabilidade
- Comunicação eficaz
- Resolução de conflitos
- Gestão de tempo
- Pensamento crítico
- Flexibilidade
- Resiliência
- Negociação
- Empatia
- Colaboração
- Autodisciplina
Algumas destas competências são de extrema importância para qualquer cargo remoto. Afinal, o contexto do trabalho remoto é diferente do presencial e é bastante mais exigente no que diz respeito à capacidade de comunicação, gestão de tempo e disciplina.
Faz formação
Se identificares lacunas nas tuas competências, considera realizar cursos ou formações específicas para colmatá-las. Além disso, não subestimes a importância do desenvolvimento do teu nível de inglês, já que muitas oportunidades de trabalho remoto exigem fluência nesta língua.
Hoje em dia, não precisas de ir para a faculdade para estudar e ganhar novas competências. Existem inúmeras plataformas online – como Udemy, Coursera, LinkedIn Learning, entre outras – que te dão certificação para mostrares aos teus potenciais empregadores que estás preparada para o desafio.
Antes de te inscreveres num curso, pesquisa sobre a reputação da plataforma, as avaliações dos cursos e a relevância do conteúdo para as tuas metas profissionais.
Lembra-te também de que a prática é fundamental para o desenvolvimento das competências adquiridas. Por isso, considera a possibilidade de realizar projetos práticos ou trabalhos freelance para aplicar o que aprendeste durante a formação.
Lembra-te: se fosse fácil e rápido, toda a gente fazia!

Optimiza o teu CV
Até podes ser a pessoa perfeita para o cargo que, se o teu CV não estiver optimizado e a tua candidatura não for eficaz, não chegas à fase das entrevistas.
Como diz a Rute Brito, do podcast Casa Trabalho Casa, nem sempre é o melhor candidato que consegue o emprego. É o que sabe alavancar as suas competências e conquistar o recrutador.
Mas como deves então optimizar o teu CV? Começa por garantir que ele é ATS-friendly.
CV ATS-friendly
ATS é um acrónimo para Applicant Tracking System. Em português, pode ser traduzido como “Sistema de Rastreio de Candidatos” e é um tipo de software utilizado por empresas e recrutadores para gerir o processo de recrutamento e seleção de candidatos.
O principal objetivo de um ATS é automatizar e facilitar as várias etapas do processo de recrutamento, permitindo que as empresas organizem e armazenem informações sobre os candidatos, como currículos, cartas de apresentação, histórico de emprego, competências e qualificações.
Além disso, o ATS permite que os recrutadores pesquisem e filtrem candidatos com base em critérios específicos, como experiência, competências, localização geográfica e educação. Isso ajuda a reduzir o tempo e o esforço gasto na triagem de currículos e na identificação dos candidatos mais adequados para uma determinada posição.
Se te vais candidatar a um emprego remoto (ou mesmo presencial!), deves entender como funciona um ATS, uma vez que os currículos precisam ser formatados de maneira apropriada para garantir que o ATS possa ler e interpretar as informações corretamente.
Os currículos compatíveis com ATS são frequentemente semelhantes aos modelos de currículo minimalistas, mas vão mais além para contabilizar os algoritmos e comportamentos do ATS. Entre outras considerações, os modelos de currículo compatíveis com ATS têm em conta o facto de que:
- Muitos ATS não conseguem lidar com tabelas ou imagens.
- A precisão da análise depende dos nomes dos cabeçalhos e da sequência correta das informações da tua experiência de trabalho.
- Certas fontes podem não ser exibidas corretamente em todos os ATS.
- Os tipos de ficheiro PDF e docx funcionam melhor do que outros.
Modelos de CV ATS-friendly
https://resumeworded.com/resume-templates
https://www.jobscan.co/resume-templates/ats-templates
https://www.rezi.ai/resume-templates
https://www.wozber.com/en-gb/cv-templates/ats-friendly
Usa um formato ATS-friendly, optimiza as keywords, usa verbos de acção ou, se isto acabou de ser chinês para ti, podes sempre adquirir o meu Guia de Optimização do CV para transformares o teu CV num íman de entrevistas!
Ou se preferires ter acesso a este guia e a uma infinitude de recursos que te vão ajudar a garantir o teu próximo trabalho remoto, adere ao The Achievers Club.

