
Queres encontrar um trabalho remoto numa empresa estrangeira?
Este artigo é para ti.
De licenciada a Economia a Business Analyst para uma startup estrangeira, a história da Mariana é um exemplo de inteligência e dedicação. Com apenas 23 anos, a Mariana decidiu que ia agarrar a oportunidade de trabalhar remotamente para uma empresa estrangeira e, com o apoio da comunidade The Achievers Club, conseguiu transformar a sua vida profissional, conseguindo o seu primeiro emprego remoto aos 24.
Neste artigo, vamos explorar como a Mariana conseguiu conquistar um trabalho remoto numa startup, como encontrou a oferta de emprego que se viria a transformar numa proposta, e as estratégias que utilizou para conquistar os recrutadores, logo na entrevista.
Ao ler esta entrevista sobre trabalho remoto para uma empresa estrangeira, vais descobrir dicas práticas que podem ajudar-te a a ganhar mais dinheiro e mais tempo para ti e para os teus.
Desde quando estás na comunidade The Achievers Club?
Entrei para a comunidade em maio de 2023.
Qual é a tua profissão e que estudos/formação fizeste para a exerceres?
Trabalho como business analyst numa startup estrangeira. Estudei Economia na licenciatura e fiz um mestrado em Finanças com uma especialização em Business Analytics. Desde que saí da faculdade, faço constantemente formações técnicas na área e procuro sempre uma espécie de mentoria nas empresas em que estou. Costumo falar com pessoas mais seniores que eu e peço ver as análises e tarefas que fazem para aprender mais.
Qual era a tua situação profissional quando entraste?
Já exercia funções de Business Analyst, mas tinha um trabalho em regime híbrido.
O que te motivou a fazer a mudança?
Eu valorizo muito o meu tempo e tenho muitos hobbies. No meu primeiro emprego, demorava cerca de 2h por dia a fazer o trajeto casa-trabalho-casa. Foi um grande choque para mim, pois estava a terminar a faculdade e, de repente, vi-me com o meu dia todo condicionado e com falta de tempo para mim. Então, decidi que ia fazer de tudo para ter um trabalho remoto de forma a ter mais flexibilidade a gerir o meu tempo.

O que fizeste para conseguir a tua primeira oportunidade e que recursos da comunidade The Achievers Club te foram mais úteis?
Quando descobri esta comunidade, decidi inscrever-me logo pois era uma forma de estar mais perto do meu objetivo. As partilhas diárias nos grupos de Whatsapp (sugestões de melhoria do CV, dicas para procurar oportunidades remotas, partilhas de mindset de quem já trabalha remotamente, etc) e as master classes foram muito importantes para eu conseguir o meu atual trabalho.
A master class da Rute Brito foi especialmente importante, pois quando eu vi a oportunidade de emprego onde atualmente estou, eu devorei a gravação da “aula”, tirei bastantes apontamentos e fiz religiosamente tudo o que foi sugerido. Foi o processo de recrutamento a que dediquei mais tempo, cerca de umas 7h no total, pois envolvia 4 entrevistas, das quais 3 eram técnicas. Também foi a primeira vez que pus em prática as dicas da Rute, e… guess what… resultou!
As dicas estão ao alcance de toda a gente e eu senti que aquele era o momento de realmente trabalhar pelo objetivo que queria. No final, os recrutadores consideraram que eu demonstrei muito conhecimento do negócio e da empresa (eu nunca tinha trabalho na indústria em questão, mas tinha estudado bastante) e felicitaram-me por isso.
Como tem sido o teu percurso desde que entraste na comunidade?
Quando entrei na comunidade eu estava numa empresa a 3km de casa em regime híbrido. Eu estava a gostar muito da experiência, pois estava a aprender muito e tencionava ficar bastante tempo para ganhar conhecimento relevante e posteriormente mudar mais facilmente para uma posição remota.
No entanto, a empresa ficou com problemas e isso estava a afetar bastante a minha vida, pois não estava a lidar bem com a insegurança e decidi mudar de emprego. Comecei a enviar muitos currículos por dia, como sempre tive o hábito de fazer, continuei muito atenta ao que me rodeava e diariamente consultava o Linkedin para ver ofertas de emprego. Um dia alguém da minha rede de contactos partilhou que mudou de emprego para uma empresa no estrangeiro que estava a contratar em Portugal. Vi as vagas que estavam abertas e havia uma que achei que se encaixava mesmo naquilo que eu gostava de fazer. Candidatei-me, apliquei o que já sabia e revi recursos já partilhados na comunidade!
E agora, qual é a tua situação atual?
Atualmente, estou no meu emprego de “sonho”, pois tenho liberdade para gerir o meu tempo, gosto do que faço, os desafios que enfrento diariamente trazem-me satisfação pessoal e tenho tempo para todos os meus hobbies. Como trabalho num fuso-horário um pouco diferente, às 16h já acabei de trabalhar, consigo ir à praia no verão, correr ainda com luz do dia, ler e fazer tricot!
Estou na minha Happy Era! A contribuir para isso, o feedback no trabalho tem sido muito positivo e eu acredito que é por estar super motivada e feliz com a minha vida!
Em cima disso, tenho 24 anos e recebo um salário não português (o dobro do que ganhava), consegui negociar mais um bónus de entrada equivalente a um salário de entrada e ainda tenho bónus anual consoante a minha performance. Sempre fui muito poupada e estabeleço objetivos de poupança bastante altos, pois quero ter liberdade financeira rapidamente para escolher o que quero fazer.
Até ter este salário, vivia sempre a pensar no dinheiro, pois apesar de nunca me ter faltado nada, vivia constantemente a pensar se haveria de fazer algumas coisas em detrimento de poupar mais dinheiro, e isso consumia-me muita energia. Com este novo emprego também consegui sair de casa da minha mãe sem ficar em pânico com a parte financeira.
Uma coisa que sempre quis fazer é viajar enquanto trabalho e vou realizar esse meu desejo no final do ano, em que vou trabalhar 1 mês a partir de outro país.
Quais os teus maiores desafios, a nível profissional, atualmente?
Como trabalho numa startup, o ambiente é um pouco diferente de uma empresa mais estabelecida. Eu percebi isso, pois no início disseram-me que os objetivos eram estabelecidos ao trimestre, e eu estava habituada a objetivos anuais ou superiores. Também reparo que se não for organizada e não estiver em cima do acontecimento pode ser um pouco stressante, pois as coisas acontecem rápido e o que ontem era prioridade, hoje já não é. Por estar remotamente, por vezes é possível sentirmo-nos um pouco afastados do que está a acontecer (para o bem e para o mal).
Alguma recomendação que queiras dar a quem queira fazer um percurso parecido com o teu?
Eu costumo estar muito atenta ao que me rodeia e questiono sempre que me deparo com algo novo e que me suscita curiosidade. Quero sempre superar-me e, por isso, estou sempre à procura de novos desafios: quer isso seja fazer um curso novo ou fazer tarefas no trabalho que desconheço mas que sei que serão boas para o meu crescimento. Sinto que sou dinâmica, e muito pouco comodista. Quando algo não me agrada (seja a nível financeiro ou outra coisa) ao proativa e faço por ficar bem (quer isso seja mudar o meu mindset, procurar outro emprego, etc.).
Se gostarias de conseguir um trabalho remoto, espreita todos os recursos a que podes ter acesso com a comunidade The Achievers Club.

