
Queres fazer uma transição de carreira e encontrar um trabalho remoto?
Este artigo é para ti.
De Assistente de Investigação a Gestora de Marketing e Comunicação, a transição de carreira da Sara é um exemplo de coragem e determinação. Aos 35 anos, a Sara decidiu que era hora de mudar e, com o apoio da comunidade The Achievers Club, conseguiu transformar a sua vida profissional, conseguindo o seu primeiro emprego remoto em Portugal.
Neste artigo, vamos explorar como a Sara conseguiu reinventar a sua carreira, os desafios que enfrentou ao deixar um emprego na sua área para apostar em algo novo, e as estratégias que utilizou para conseguir a sua primeira oportunidade.
Ao ler esta entrevista sobre transição de carreira, vais descobrir dicas práticas que podem ajudar-te a dar o salto que sempre quiseste, para que possas ter um trabalho que te preencha e que te permita estar mais perto dos teus. Afinal, com o apoio certo e as ferramentas adequadas, o trabalho remoto pode estar ao alcance de todos.
Desde quando estás na comunidade The Achievers Club?
Entrei para a comunidade em agosto de 2023.
Qual era a tua situação profissional quando entraste?
Estava “desempregada” – por escolha própria.
Em outubro de 2022, após quatro anos como assistente de investigação numa faculdade em Lisboa, o projeto em que estava envolvida terminou e optei por não ficar à espera do próximo. Dizem que à terceira é de vez e foi. Da primeira vez, entre projetos, fiquei um mês a trabalhar sem receber. Da segunda vez, foram quatro meses… Quem sabe quantos teriam sido se tivesse ficado à espera?
Uma semana depois, comecei a trabalhar como professora assistente num externato. No entanto, logo no segundo dia assumi as responsabilidades de professora principal, sem a devida compensação. O resto da semana continuou assim… eu a trabalhar e a professora, quem devia dar as aulas!, no gabinete a conversar com a diretora. Como não era justo, decidi sair uma semana depois – experiência que não consta no meu CV ahah!
Depois disso, continuei com os trabalhos de revisão de textos e explicações, que mantive sempre em paralelo com outras atividades profissionais. Contudo, escolhi não procurar um novo emprego logo de seguida. O meu pai estava em fase terminal e queria estar presente para lhe proporcionar os cuidados e o carinho necessários nos seus últimos momentos. Esta decisão permitiu-me também fazer o luto com calma, ir de férias e só retomar a procura de trabalho quando me sentisse emocionalmente pronta.
O que te motivou a fazer a mudança?
Já seguia a jornada da Margarida no Instagram há bastante tempo e, inspirada pelo percurso, percebi que era hora de mudar. Mesmo em casa, não sou de ficar parada, nem quando estou doente. Aproveitei esse tempo para investir em mim e em formação – e de forma gratuita!
Através da APDC, tive acesso aos cursos da Google pela Coursera. Comecei com UX Design e logo a seguir fiz Marketing Digital e E-commerce. Além disso, como estava inscrita no centro de emprego, fiz também um curso de Gestão de Redes Sociais. O mais gratificante foi o reconhecimento das formadoras, que não só elogiavam os meus trabalhos, como até disseram que iriam guardar os meus contactos para futuras colaborações! Foi aqui que comecei a ponderar esta área.
Quando finalmente me senti preparada para regressar ao trabalho, teria sido fácil voltar à faculdade, mas a verdade é que aquilo já não me preenchia. Queria mais – queria estar presente para ver a minha sobrinha crescer e poder apoiar a minha família sempre que fosse preciso. Queria um trabalho remoto que me desse essa flexibilidade.
A jornada da Margarida continuava a inspirar-me e foi aí que decidi explorar as ferramentas que a sua comunidade oferecia, para fazer uma transição de carreira alinhada com o que realmente desejava!

O que fizeste para conseguir a tua primeira oportunidade e que recursos da comunidade The Achievers Club te foram mais úteis?
Menos de um mês após entrar na comunidade, deparei-me com uma oportunidade para um estágio profissional numa IPSS. Sabia que, tecnicamente, não era elegível, mas decidi arriscar. Afinal, o ‘não’ já estava garantido, mas e se conseguisse um ‘sim’?
Escrevi uma carta de apresentação que destacava o meu percurso e as mais-valias que poderia trazer à organização. Não enviei o típico currículo. Em vez disso, partilhei o link de um site que criei sobre mim – sem domínio próprio, pois estava desempregada há vários meses e sem possibilidade de investir em algo mais credível. O site era amador, mas contava a minha história, apresentava as minhas competências e ferramentas, e ainda incluía o acesso ao meu CV (não otimizado na altura). Nota para mim mesma… melhorar este site em breve!
Algumas semanas depois, recebi uma resposta: queriam agendar uma entrevista! Não pediram certificados nem documentos – e fui totalmente transparente sobre o que motivou a minha situação de desemprego, bem como com os meus pontos menos fortes. Saí da entrevista a acreditar que o lugar seria meu!
Poucos dias depois, recebi outro contacto. Desta vez, queriam que conhecesse a presidente da instituição… dali a uma hora! Aceitei sem hesitar e fui sincera, tal como na primeira entrevista. No final, ouvi as palavras que tanto esperava: ‘Bem-vinda! O lugar é teu. Quando começas?’
Com o tempo, tenho aproveitado para explorar ainda mais os recursos da comunidade, focando-me em otimizar o meu CV, melhorar o site e adquirir novas ferramentas. A partir de agora, o caminho vai ser a subir – claro que não sempre, porque as descidas também fazem parte -, mas quero continuar a investir no meu crescimento profissional, com o objetivo de, quem sabe, alcançar ainda melhores condições!
E agora, qual é a tua situação atual?
Iniciei em outubro de 2023 um part-time de 20 horas por semana, como gestora de marketing e comunicação, numa IPSS portuguesa.
Três meses depois, reconheceram o meu trabalho e pediram para aumentar a carga horária para 30 horas. Quatro meses mais tarde, veio o convite para assumir a posição a full-time, com contrato sem termo, e assim continuo!
Além disso, continuo a fazer revisão de textos, que me garante uma renda extra e me permite manter um pé noutra área que também gosto. Se tiverem textos em português para rever, sabem onde me encontrar!
E no que toca a salários e benefícios, o que gostarias de partilhar?
Ao fim do mês, entre ordenado e subsídio (em cartão), ~1800 €. Mais uns extras dos benefícios.
Quanto a benefícios:
- Telemóvel e portátil da empresa;
- Pagamento do passe para quando preciso ir ao escritório;
- Pagamento dos quilómetros feitos em veículo próprio em situação de trabalho + portagens + estacionamento;
- Pagamento de refeições fora aquando de situações de trabalho extra (eventos, por exemplo)
- Bónus monetário por dias de trabalho extra + direito a folga
Alguma recomendação que queiras dar a quem queira fazer um percurso parecido com o teu?
Não tenhas medo de arriscar e destaca-te com uma candidatura criativa! Mesmo sem formação específica, é provável que já tenhas competências valiosas para oferecer. E lembra-te: o que ainda não sabes podes sempre aprender! A chave, para mim, foi mostrar iniciativa e vontade de crescer.
Se gostarias de iniciar uma transição de carreira para conseguires um trabalho remoto, espreita todos os recursos a que podes ter acesso com a comunidade The Achievers Club.

